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DIÓGENES
Desde: 15/07/2005      Publicadas: 602      Atualização: 03/05/2012

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1893, A REVOLUÇÃO ESQUECIDA - Fausto Brignol

Foram declarados oito dias de luto em honra à memória do Almirante Saldanha da Gama. Oito dias de luto. O que se tramou durante aquele período? O que se passou na mente do velho general Joca Tavares quando mandou um telegrama para o General Galvão dizendo que estaria às ordens para conversar sobre a paz, justamente no momento em que o exército de Aparício Saraiva se avolumava e a grande maioria dos integrantes da coluna de Saldanha da Gama entrava pela fronteira dispostos a recrudescer a luta?

A revolução federalista de 1893 é uma revolução esquecida. No Rio Grande do Sul fala-se muito sobre a Revolução Farroupilha e muito pouco sobre a epopéia dos maragatos. Quando se escreve alguma coisa sobre aquele momento da nossa História é somente para lembrar as degolas e assassinatos, algumas vezes exagerados ou mentirosos. Fala-se nos chefes, principalmente em Silveira Martins, que tem uma estátua, uma praça e um colégio com o seu nome em Bagé. Saldanha da Gama é o nome de uma praça de Pelotas. Deve haver mais homenagens, mas desconheço. Homens não são espaços públicos, estátuas ou nomes de ruas e de praças. Homens são o que eles fazem. Neste pequeno texto, apesar da escassa bibliografia encontrada, tentei pormenorizar os principais acontecimentos daquela revolução e, principalmente, desmistificar algumas lendas e mentiras "históricas". Também tentei mostrar os homens que participaram daquela revolução sem o invólucro de suas máscaras míticas.
OPINIÃO
Cultura - JOÃO DO VALE - por Jackson Machado de Assis e do Pandeiro

"Esses ladrões, todo o Brasil já os conhece. O que me causou admiração e surpresa é que gente que faturou em cima do João do Vale. Bem, não sei como tudo aconteceu, mas, é lógico, qualquer um desses artistas que ganharam dinheiro com a sua (dele) obra poderiam, de alguma forma, ter evitado. Certo que enriqueçam, mas que não fiquem cegos. Como dizia a minha mãe: "O dinheiro cega, meu filho". Que eu possa lembrar, assim, de supetão, Chico Buarque e Maria Bethânia. A Maria Bethânia, nem pensava em ser cantora " e, ainda, não é " conseguiu uma boca no show Opinião, escrito por Paulo Pontes, Vianinha e tinha outro, não lembro, agora. Veio lá do interior da Bahia, Santo Amaro da Purificação, substituir a Nara Leão. Os shows da Bethânia, a metade é composto por textos e poesias. Agüentar ela cantando um show inteiro, precisaria ter os ouvidos que nem um pinico. Chico Buarque, como diz a máxima: Devemos separar o autor, da sua obra. Grandes partidas de futebol, no quintal de sua casa, lá na Gávea. Uma afronta ao País."
Cultura - DILEMAS DO JORNALISMO - por ELAINE TAVARES, jornalista.

"Já para os empresários da comunicação, pensar é coisa perigosa. Jornalista precisa saber o mínimo da técnica e ter o máximo de domesticação. Sem maiores compreensões sobre as forças que regem o mundo capitalista de produção, os estudantes dos cursos de jornalismo saem das salas de aula direto para os "matadouros" empresariais levando na bagagem o aprendizado da técnica e da ideologia dominante."
Cultura - AS CIDADES E AS SUAS PERIFERIAS - por OTÁVIO MARTINS, jornalista.

Otávo Martins mostra um pouco da cidade-ficção que se transformou Bagé/RS. Ou, como ele escreve: "E dizer que os últimos prefeitos são pessoas que chegaram à cidade, sem eira e nem beira. Que eu me recorde, além de atividades das mais modestas, só cursaram a carreira política. Será que a profissão de político é, assim, rentável e tão rápida para o distanciamento humano de um indivíduo?"
Geral - ACAMPA SAMPA/OCUPA SAMPA - Marcio Moretto Ribeiro

"Algumas vezes somos confundidos com movimentos direitistas contra a corrupção. Evidentemente que somos contra corrupção, mas esse tema nem surge em nossos manifestos ou meios de divulgação. Quando gritamos "Não nos representam!" não é que um ou outro político não nos representa, mas que o sistema político não é capaz de nos representar. Soma-se a isso a compreensão de que a corrupção é inerente ao sistema capitalista, ela é apenas uma face do capitalismo mais frequente em países periféricos. Dessa forma, a luta contra a corrupção entra somente como efeito colateral daquilo pelo que lutamos."
Cultura - EL CHE: CURA E LIBERTAÇÃO - Raul Fitipaldi

"Durante 44 anos, os pobres, e os filhos pobres dos pobres, os ateus pobres e os crentes pobres, em soma: "os majoritários em todos os aspectos", ganhamos um santo, São Ernesto Guevara. A ele e por ele rezamos a cada 8 de outubro. A ele e por ele prometemos defender Nossa América, a ele e por ele juramos lealdade à Pátria Grande de Bolívar, San Martín, Artigas, Martí, Tupac Amaru, Morazán, Juana Azurduy, Manuel Rodríguez, Alfaro, Zumbi e tantos outros."
Cultura - AOS CAMINHANTES - Raquel Moysés

"O gurizinho avança o sinal. Está verde para os carros, mas ele segue, sem vacilar, pela faixa de pedestres, enquanto me lança um olhar de quem confia. Parece saber que pode contar com o meu cuidado. Apreensiva, fico vigiando, com medo de que o motorista que vem pelo outro lado da faixa não pare. Isso acontece com frequência, sendo um dos motivos de atropelamento nas ruas povoadas de gente e atoladas de carros. "
CULTURA
Geral - A IRMANDADE DA IMPUNIDADE - FAUSTO BRIGNOL

O governo Lula/Dilma, desde que tomou posse, em 2003, tornou-se muito amigo dos militares. É o governo civil que os militares sempre desejaram. Podem pesquisar, podem descobrir, podem divulgar, mas não podem punir.
Cultura - Ó NOSSO GENERAL: "A FORÇA NECESSÁRIA?!" - JOSÉ SOLÁ

JOSÉ SOLÁ, escritor português com vários livros editados, destacando-se "GANÂNCIA" estréia no Diógenes com esta bela crônica alusiva à repressão que os "indignados" de Portugal tem sofrido quando de suas manifestações.
publicou em jornais diários portugueses na juventude. Trabalhou como operário em diversas áreas, nomeadamente construção naval. Casou, foi técnico de Costrução Civil e Obras Públicas, trabalhou nessa área para o Estado após o periodo revolucionário, foi chefe de departamento nessa área, publicou o romance Ganância, ver www.sitiodolivro.pt, escreveu outro romance, dois livros de contos, e tem em "mãos" mais dois romances.
Cultura - TERESA DA PRAÇA - Homero Mattos Jr.

"quando ela começou o gérson disse pra ela não se preocupe com o movimento porque vai ser fácil vai ser sempre a mesma coisa o primeiro vem do florista o segundo do bar e o terceiro do nada. mas né bem desse jeito quénão viu? porque pensa bem ó é comum de acontecer de o primeiro chegar em terceiro o terceiro em segundo e o segundo em primeiro. sei lá acontece muito. bastante. e às vezes acontece também de misturar tudo como quando de que ce pensa quiquem vem do florista é o terceiro mas num é é o segundo e o primeiro aquele que a gente fica rezando pra num beber é justamente o que bebe. interessante né? isso sem falar dos bichinho de pelúcia e das mostração de relógio. vish! quanto aos do nada bem do nada como a gente sabe do nada vêm todos. mas isso num chega a ser problema não. horrível é quando vem aquela perguntinha de exibição disfarçada de atenção carinhosa foi bom pra você?..."
Cultura - CHEGANDO AO PACÍFICO - Urda Alice Klueger

"Sem fôlego, embasbacada, dei-me conta do que estava acontecendo: em poucos dias viéramos do Atlântico ao Pacífico em duas rodas, atravessando as planícies argentinas, a Cordilheira dos Andes e tantas outras coisas, sem nenhum incidente que tivesse nos prejudicado, numa aventura que começara muito tempo atrás, quando seu Chico empezara[1] a me convidar para aquela viagem."
Cultura - A IDADE MÍDIA - HOMERO MATTOS Jr.

"As notas curtas provaram ser exatamente aquilo que um novo público -de educação rudimentar, em busca de informação condensada e facilmente assimilável- queria. (...) eram eles que iriam formar o mercado para os bens de consumo barato. Todas as notícias e artigos eram curtos. As reportagens políticas eram reduzidas a pequenas notícias meramente informativas ou sensacionais. (...) Um grande espaço vinha dedicado às 'fofocas' sobre homens e mulheres de destaque, pois era uma regra da direção que os leitores estavam mais interessados em gente do que em princípios. (...) A importância não residia em sua preocupação com os leitores de educação deficiente, mas na percepção de como este público poderia ser explorado comercialmente. ..."
Cultura - PRISMAS E APARÊNCIAS - Fausto Brignol
"Com florzinhas nas lapelas, os senadores saíram da sua casa oficial. Foram recebidos por centenas de estranhas pessoas que não paravam de se beijar. Havia homens que pareciam mulheres e mulheres que pareciam homens. Todos pareciam ser alguma coisa que não eram, mas que desejariam ser. Pareciam manequins. E não paravam de se beijar. Os lábios já estavam roxos, mas não de frio."
TOQUES
Geral - RONDÔNIA: A OPERAÇÃO MAGNÍFICO JANUÁRIO - por JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

"Quando este texto já havia sido enviado ao Diário do Amazonas para sua publicação, recebemos a noticia de que um grupo de 42 pistoleiros encapuzados e fortemente armados invadiu uma aldeia indígena Kaiowá Guarani, no Estado do Mato Grosso do Sul e matou o cacique Nísio Gomes, de 59 anos, com tiros de armas calibre 12, conforme denúncias do CIMI, confirmadas pela Funai à agência AFP. "
Geral - SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO - FAUSTO BRIGNOL

"Todos aqueles brinquedos eletrônicos " como computadores e telefones celulares de todos os tipos " que você tem e utiliza diariamente, fazendo com que seja um consumidor nota dez são "cavalos de Tróia", espiões que passam às agências de pelo menos 25 países (o Brasil incluído) os seus pensamentos, gostos, ações, manias e desejos."
Geral - SÓCRATES BRASILEIRO - FAUSTO BRIGNOL

Sócrates não fez mil gols nem foi chamado de rei. Não ganhou nenhuma estátua, nem foi bajulado pela imprensa especializada em futebol, que aceitava, contrariada, a sua inevitável presença. Não foi um jogador fabricado em escolinha para ser transformado em produto de marketing e fazer caras e bocas para os fotógrafos e cinegrafistas. Ele jamais aceitaria ser produto; nunca uma estereotipada marca de futebol com cifrões na camiseta e olhos arregalados pela ganância.
Cultura - TEMPOS DIFÍCEIS - conto de JOSÉ SOLÁ

(...) "O amigo Gaspar, na primeira impressão, (e nestas coisas do social é quase sempre o que conta), não cativava muito os outros, não porque fosse pessoa antipática, daquele lote de pessoas irritantes que logo ficamos ansiosos para os ver pelas costas, não, mas porque mais parecia do género do tipo mosca morta, com má dicção, temas de conversa pouco atractivos para os mortais mais comuns; o homem não se interessava muito por desporto, e muito menos pelo chamado desporto rei, não manifestava interesse pelas músicas pimbas que facilmente nos ficam presas no ouvido, da canção nacional dizia tratar-se de um rosário de fatalismos e de tristezas, uma autentica desgraçaria, um desfiar de destinos feitos de propósito para suprir as necessidades de um povo empurrado para uma má qualidade de vida." (...)
Cultura - OLHA O RAPA! - OTÁVIO MARTINS

Parecia locomover-se mais do que correndo, voava com a sua grande bolsa. Provavelmente, dentro dela toda a mercadoria que sobrara do seu dia de vendas, ali pelo Calçadão. Logo a seguir, deu pra ver a baita caminhoneta da Polícia Militar. Não sabia que a Policia Militar se encarregasse de perseguir vendedores ou pequenos comerciantes.
Geral - OCCUPY WALL STREET - Naomi Klein

""Por que eles estão protestando?", perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: "por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer." E, acima de tudo, o mundo diz: "bem-vindos"."
HISTÓRIA
Cultura - O CALDEIRÃO QUE O DIABO ABOMINOU - por FERNANDO SOARES CAMPOS

"Há pouco mais de cem anos, bem no final do século XIX, ocorreu a Guerra de Canudos, quando, depois de algumas tentativas, finalmente tropas federais destruíram uma comunidade no interior da Bahia, matando seu líder, o beato Antônio Conselheiro, e milhares de resistentes, restando apenas alguns poucos idosos, mulheres e crianças."
Cultura - SOFRENDO OS DRAMAS DA ALTITUDE - URDA ALICE KLUEGER

"Tão logo passamos a subir o frio se fez sentir, e toda aquela roupa de couro e de lã parecia pouca para o clima. Eu mascava as folhas de coca e respirava profundamente, decidida a ficar todo o tempo em cima daquela moto, mas era como se as coisas fossem se enevoando, e a todo o momento tinha que piscar forte para distinguir bem a paisagem. Naquela altitude o consumo de gasolina das motos carburadas aumentava muito, e penso que antes de 200 km de distância, quando atingimos o povoado de Imata, que estava a 4.172 metros de altitude (e, portanto, a uma altitude superior a La Paz), já estava sendo necessário o abastecimento."
Cultura - ENTRANDO NO CHILE - por URDA ALICE KLUEGER, escritora.

(Excerto do livro "Viagem ao Umbigo do Mundo", publicado em 2006). Urda, amante das coisas latinas, nos dá a sua especialíssima visão sobre o Chile.
Cultura - A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS - por JOSÉ SOLÁ, escritor português.

Antes existia País, feito de coisa pouca. Terra de gente vencida, conformada, feita de saberes tristes e de fomes pequenas. No Alentejo, na pequena cidade de Moura, os ganhões, (trabalhadores agrícolas contratados à jorna), sentavam-se no chão encostados à empena do mercado Municipal, porque corpo deitado aguenta melhor a fome.
(...) Na madrugada tépida movimentam-se homens. Gente simples, modesta, feita de esperanças de vencer. Trazem armas mas não querem guerra, vêm por paz de ser, de viver, de não sofrer. Por balas trazem cravos que florescem nos canos, vermelhos do sangue que não se derramou. (...)
(...) Portugal já não é, de novo, terra. É nome que se desconhece no mundo gigante, perdido na bruma de uma qualquer memória que leu algures que existiu em tempos"
Portugal já não é, de novo, terra de gente"
Cultura - CABO ANSELMO E OUTROS TRAIDORES

Um traidor é um traidor e não há desculpas para um traidor. Um traidor não tem caráter, ideologia, sensibilidade, religião, amor, decência. Há sinônimo para traidor? Um traidor é um traidor. Redundantemente traidor. É alguém que leva à morte e à tortura muitas pessoas que nele confiavam e que não deve ser morto, executado, assassinado por ser traidor, porque isso seria um alívio para a sua consciência eternamente pesada. O único castigo para um traidor deve ser a denúncia de que ele é ou foi um traidor.
Cultura - MATARAM KADHAFI - Fausto Brignol

"Kafhafi escreveu o "Livro Verde", que propunha uma terceira via entre o capitalismo e o comunismo. Uma terceira via que passava, inevitavelmente, pelo nacionalismo. E o nacionalismo é o maior entrave para que o império se expanda e domine a todos, transformando-os em conformados robôs. Porque o nacionalismo diz, simplesmente, que você deve ter amor ao seu país e não às multinacionais; que deve preservar o solo e a natureza e não entregá-lo à maior oferta. O nacionalismo propõe uma democracia participativa e não representativa."

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