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DIÓGENES
Desde: 15/07/2005      Publicadas: 655      Atualização: 10/01/2016

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 CULTURA
  25/02/2011
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ELA, OS ORIXÁS E A MOÇA QUE TRABALHA EM CASA DE FAMÍLIA - Homero Mattos Jr.
"Ela desligou o telefone e voltou para a cozinha onde A Moça Que Trabalha em Casa de Família começava a preparar o almoço. depois de tomar o café da manhã calada o tempo todo Ela continuou ali. na cozinha. calada. pensando pensando refletindo refletindo tentando decifrar o sonho daquela noite. mas que coisa mais engraçada e encafifante aquele tróço de o sílvio santos aparecer no sonho dela. ela. que nunca comprara nada do baú. nem tinha conta no panamericano. nem se ligava ou ligava no éssebêtê."
ELA, OS ORIXÁS E A MOÇA QUE TRABALHA EM CASA DE FAMÍLIA - Homero Mattos Jr.(excerto de Deguél Uít, de Calei dos Colpais).



Ela desligou o telefone e voltou para a cozinha onde A Moça Que Trabalha em Casa de Família começava a preparar o almoço. depois de tomar o café da manhã calada o tempo todo Ela continuou ali. na cozinha. calada. pensando pensando refletindo refletindo tentando decifrar o sonho daquela noite. mas que coisa mais engraçada e encafifante aquele tróço de o sílvio santos aparecer no sonho dela. ela. que nunca comprara nada do baú. nem tinha conta no panamericano. nem se ligava ou ligava no éssebêtê. pôxa mas que coisa mais esquisita aquilo. sonhar com o sílvio santos Ela pensava enquanto A Moça Que Trabalha em Casa de Família retirava um peixe do congelador estranhando o fato de Ela uma moça assim coméquesediz tão faladêra estar tão quietona aquele dia naquela manhã diferente de todas as outras em que Ela costumava estar. então A Moça Que Trabalha em Casa de Família criou coragem e comentou com Ela que achava quéla tava muito assim coméquesediz macambúzia e quéla tava comentando aquilo porque não suportava ver ninguém jururu e que isso tava dando tanto nos nervos dela quéla tinha até medo de perder a mão pro tempêro do almoço vendo ela assim. daquele jeito. né nada não né nada não é bestêra! Ela tentou disfarçar mas não deu e A Moça Que Trabalha em Casa de Família batendo com um martelinho no peixe congelado sobre a pia resolveu quebrar também o gêlo daquela situação e começou a contar pra Ela assim de bobêra como que ela A Moça Que Trabalha em Casa de Família achava incrível a quantidade de gente burra que costumava ir no show do milhão do sílvio. gente que maginasó! uma vez o sílvio perguntou pruma mulher qual o nome da flor com que se fazia mal me quer bem me quer se era a rosa o cravo a margarida ou a samambaia e a mulher num soube responder e pediu a ajuda prus universitários de quem ela (tac tac tac) batendo no peixe com força não tinha inveja nenhuma por eles irem na escola e ela não porque eles as vezes pareciam mais burros que os burros que pediam ajuda pra eles porque eram todos muito mas muito coméquesediz ignorantes sobre coisas simples da vida como por exemplo amolecer (tac tac tac) um bife duro. e você !?! Ela perguntou prA Moça Que Trabalha em Casa de Família por quê quicê tá batendo o peixe desse jeito? queu nunca vi ninguém descongelar peixe assim na cacetada. ôsh! porque o pêxe congelô demais ora! respondeu (tac tac tac) A Moça Que Trabalha em Casa de Família contente por ver Ela de repente assim quiném passarinho logo depois da chuva um pouco mais alegrinha. e além do mais (tac tac tac) eu num tô descongelando o pêxe de verdade tô só tirando o gêlo grosso porque o pêxe ele vai descongelá sozinho por ele mesmo (tac tac tac) explicou A Moça Que Trabalha em Casa de Família batendo o martelinho com mais força e continuando a falar de outras coisas absurdas quéla via no programa do sílvio e também na casa de uma tia dela que morava lá numseiaonde e que era daquelas pessoas assim tipo meio vidente meio espírita como ess .quem!?! Ela click teve um estalo. minha tia ora! respondeu A Moça Que Trabalha em Casa de Família. não Ela se corrigiu. qual qué dizê quê programa que cê falô? ô! a senhora num tava prestando atenção em nada do queu tava falando não foi? não tava sim mas é que o sílvio podia ser o berlusconi né? Ela disse. af maria dona Ela! lógico qué o santos! esse tal de beliscão sei quem é não respondeu A Moça Que Trabalha em Casa de Família. e essa sua tia? ela é espírita é? é. então comé que a gente faz pra ir lá? Ela quis saber. bom quando eu quando vo vo de busão metro e peruêro falou A Moça Que Trabalha em Casa de Família achando estranho o repentino interesse dEla pela tia dela e talvez por isso mesmo continuou a falar da tia que morava lá numseiaonde que era muito trabalhadêra e esforçada que vendia iaculti de manhã jequiti a tarde e à noit .quero ir lá! agora! na sua tia Ela interrompeu assim de brusco. a senhora enlôqueceu foi? perguntou assustada A Moça Que Trabalha em Casa de Família. não mas vou se a gente não for lá agora Ela disse enquanto ia pra sala apanhar a bolsa e a sombrinha e A Moça Que Trabalha em Casa de Família ia desligando o fogão tirando o avental e perguntando mas e o almoço? e o almoço? comé que vai fazê? ah o moço Ela deu uma gargalhada enquanto trancava a porta da rua e concluiu a gente come depois.

após muita chuva e muito andar de busão metro e peruêro elas chegaram lá numseiaonde na casa da tia dA Moça Que Trabalha em Casa de Família. no caminho Ela ficou sabendo mais sobre a tia que era uma espécie daquilo que o pessoal do gê sete oito ou vinte chama de bruxa e a gente aqui de macumbêra. mais ainda Ela ficou sabendo que a tia era uma preta mestiça com índio da cor e solidez da tina tãrner coisa que Ela achava que só existia lá onde mora a tina tãrner. e mais mais ainda Ela ficou sabendo que a tia à noite ganhava a vida fazendo magia branca pro pessoal do ministério público porque o pessoal lá do ministério público tava doido pra pegar um pelo menos um só dos grandes que todo mundo sabe existem mas ninguém pega. pelo menos não aqui. no Brasil. e como grampear na forma da lei demorava muito e isso ajudava os grandes a escapar o pessoal do ministério público resolveu recorrer às habilidades paranormais da tia pra ver se conseguiam reunir provas irrefutáveis contra aqueles seres ou entidades que faziam magia negra contra os cofres públicos. como aqueles senhores e senhoras do ministério público eram todos homens de resultado ainda que sobre eles e elas pesassem ou melhor enrolassem as meia voltas e volta e meia da ciranda que a justiça dança eles e elas sugeriram que a tia ganhasse por produção que em outras e mais claras palavras quer dizer no risco. pegô leva escapô não ganha nada. se a tia aceitasse muito que bem senão não. foi assim queles falaram. então a tia resolveu começar só pra ver no que que ia dar a coisa que começou bem mas acabou mal porque toda vez que a tia descobria uma prova lá nos altos do além dos processos surgiam controvérsias a prova virava indício a bolsa caía os juros subiam braços fracos não conseguiam erguer da justiça a clava forte e para que não se abalassem as estruturas do edifício sobre o qual se assaltavam as bases da nação os grandes continuavam todos muito bonitinhos sentados à direita de Zeus pares. e assim ia. e a bolsa subia. e ela a tia continuava pobre pobre pobre de marré marré desci marrom glacê. porém diferentemente do bairro de Marais em Paris que até a época da revolução francesa havia sido um bairro de favelados e depois evoluiu reconstruído de modo a abrigar com dignidade os seus moradores as evoluções que por aqui revolviam não evoluiam como lá e o lugar onde no início do século vintchum do Brasil morava a tia dA Moça Que Trabalha em Casa de Família tinha um aspecto muito mas muito pior do que o dos bairros dos trabalhadores ingleses no início do século dezenove da Inglaterra. mas na forma como podia e ainda não perdera a tia as recebeu com hospitalidade e convidadas a sentar em um dos bancos de madeira improvisados no fundo de um quintal abrigado elas ficaram esperando a tia preparar um café. Ela e a sobrinha. ali. meio quietonas. observando a água e ouvindo o som da chuva que escorria como lágrimas pesadas de cântaros assim transformados todos os muros e furos calhas e falhas daquele lugar onde tudo aparecia desse jeito por demais desigual e desnivelado. ao retornar oferecendo uma xícara de café a tia foi logo comentando que Ela era mais bonita do que ela a tia tinha imaginado. então Ela quis saber como? a tia a imaginara e a tia respondeu que a imaginara assim ué! bonita tal qual Ela de fato mais o era. Ela agradeceu o elogio mas modificou a pergunta que na verdade tinha feito errado pois o quéla queria saber mesmo era por quê? que a tia a imaginara se até ali uma nunca soube nem sequer tinha visto a outra. então a tia depois de baixar a cabeça e ficar olhando pro chão algum tempo em silêncio com aquele olhar meio vazio meio perplexo dos intimados a responder à queima-roupa qual o valor de xis explicou que por que? era uma pergunta que a gente tem todo o direito de fazer mas poucas possibilidades de responder satisfatoriamente pois o porquê das coisas não é bordado de costura humana mas capricho dos orixás de modos que então ela a tia não sabia responder porque que os orixás já há algum tempo vinham sinalizando em sonhos a chegada de uma moça assim quinémqui Ela para quem ela a tia deveria dar um vidrinho de um preparado que também em sonhos os orixás haviam ensinado a receita e que era uma tal de água ardente que vinha lá do lindo lago do amor de onde maravilhosamente jorra água como bem sabia aquele menino o gonzaguinha e água essa que sempre segundo eles os orixás deveria ser misturada junto com guaraná antártica e coca-cola ou pepsi pois estas bebidas traziam em sua composição as três instâncias naturais ligadas à formação do Brasil o guaraná dos índios o café mouro-ibérico dos portugueses e o gengibre que alguns sim outros não diziam ter sido levado da Índia para a África pelos mesmos portugueses que antigamente iam pra tudo qué lado que nesse mundo há. verdade ou mentira pouco importava pois de qualquer modo o gengibre era uma raiz fortemente ligada à culinária negra do Brasil. então Ela perguntou pra tia se aquilo a água ardente era um alucinógeno um estimulógeno um alcalóide ou um debilóide ao quê a tia respondeu de pronto que não que a água ardente embora deixasse a gente assim meio zoêra e tivesse a aprovação da secretaria de saúde e carimbinho do sif não era nenhum desses legais regular e doutoral mente receitados ac áx ou íum da moderna farmacopéia global. aí Ela quis saber se tia já havia experimentado a água ardente e a tia respondeu que não que a água ardente havia sido encomendada pelos orixás única e especial mente pra ela Ela. então Ela perguntou por que qui os orixás especial mente não passaram a receita direto pra mim? hein? pelo queu já te falei respondeu a tia voltando a lembrá-la que por quê? era um capricho dos orixás e que em assim sendo com certeza Ela nunca iria encontrar uma resposta satisfatória praquela pergunta. Ela ficou danada com aquilo e mal contendo a irritação falou pra tia o quê com pressão baixa e coração normal sem fazer tum tum apressado teria saído mais ou menos desse jeito: embora eu não seja capaz de compreender direito essa coisa toda acho que sou capaz de aceitar sim não só as razões mas também as não-razões do orixás os quais embora pessoalmente não tenha o prazer de conhece-los sei tratar-se de gente assaz sábia e suficiente mente esclarecida para ter um pouco nem que seja só um pouquinho de compaixão por minha condição humana esta que infinita mente me a leva a fazer perguntas e a procurar respostas para coisas que minha razão não alcança mas meu coração diz vai lá que lá tem. e foi assim. como uma cachoeira vertendo água. é. como uma cachoeira vertendo água que Ela prosseguiu para no final dizer à tia que fosse de que modo fosse satisfatória ou insatisfatoriamente ela a tia que procurasse responder à pergunta quéla tinha feito porque senão a tia e os orixás que a desculpassem mas ninguém ia beber coisa nenhuma. a tia ouviu tudo até o fim com muita calma paciência e compreensão e depois sem dizer uma palavra foi para a cozinha e tirou de um armário o vidrinho que pouco depois entregou para Ela dizendo minha parte na história termina aqui tenho fé que quando você chegar em casa vai encontrar da parte dos orixás uma ou outra dessas satisfações que você ta procurando e se resolver beber da água ardente beba só metade porque a água ardente como tudo na vida inclusive a própria é assim metade é de ida e metade é de volta. e finalizando sua participação perguntou se elas as moças queriam mais alguma coisa bolinho chazinho ao quê elas disseram não obrigada tá na hora tá na hora tamo atrasada e a tia retrucou tá sei como é e assim trocando bejinho bejinho e promessas de até mais ver saiu da história.

Se, no começo, a pressa de Ela fora para sair, agora era para voltar.
Depois de mais chuva, ônibus, metro e perueiro, Ela chegou em casa achando aquilo tudo uma enorme bobagem.
Melhor seria pôr a cabeça no lugar.
Ir para o quarto, tomar um banho, botar uma roupa fresquinha, comer alguma coisa e ler um pouco até pegar no sono.

Na caixa de e-mails não tinha nada. Só um e-mail daquele tal de omnros que sempre mandava mensagens com títulos esquisitos, com cara de ser molequeira, coisa com o quê ela não tinha tempo a perder, razão pela qual deletava todos. Porém...

Quando ia clickar delete, clickou errado. Clickou enter. E aí... num teve jeito que desse...

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